China e EUA negociam redução de tarifas agrícolas para manter trégua comercial

O Ministério do Comércio chinês anunciou nesta quinta-feira (2/7) que China e Estados Unidos concordaram, em princípio, em incluir produtos agrícolas em um mecanismo de redução tarifária recíproca. A medida visa preservar a trégua comercial firmada no ano passado entre as duas maiores economias do mundo, conforme informações da agência Bloomberg.

A declaração ocorreu após uma conversa telefônica realizada na quarta-feira (1/7) entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês, ambos os lados concordaram em ampliar as áreas de cooperação, reduzir os pontos de divergência e administrar os riscos.

O porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, afirmou que Pequim e Washington estabeleceram uma meta ampla de expandir o comércio agrícola bilateral. As empresas farão compras com base nas condições e na demanda do mercado, e a China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos para criar condições favoráveis ao comércio bilateral.

Na semana passada, a Casa Branca informou que a China se comprometeu a comprar pelo menos 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano até 2028, além de adquirir no mínimo US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA em 2026 (de forma proporcional), 2027 e 2028.

Apesar do acordo, a Bloomberg destacou que os compromissos assumidos por compradores chineses até o momento totalizam apenas 200 mil toneladas de grãos para o ano comercial que começa em setembro. As tarifas ainda elevadas aplicadas a produtos norte-americanos e a incerteza política mantêm as processadoras privadas em grande parte afastadas do mercado.

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