O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais que autorizou a elaboração de documentos legais para permitir que agricultores e pecuaristas do país processem seus próprios alimentos. A medida visa combater o que ele chamou de “monopólio desonesto” das grandes processadoras, como JBS e MBRF, controladora da National Beef.
“Pecuaristas e agricultores sempre foram minha prioridade número um. Eles trabalham muito, são inteligentes, eficientes e impecavelmente limpos, mas há anos venho ouvindo que enfrentam um problema enorme com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio desonesto”, afirmou Trump. “Existem, essencialmente, quatro deles — um número que não promove a concorrência —, e eles tornam a vida insuportável para nossos maravilhosos agricultores e pecuaristas, e eu não posso deixar isso acontecer, não é mesmo?”, completou.
O presidente disse ainda que a iniciativa busca “quebrar esse poderoso monopólio, cuja propriedade está, em grande parte, sediada fora dos EUA”. A JBS e a MBRF estão entre as empresas de capital não americano com operações no país.
O anúncio ocorre dias após o governo americano ter sido cobrado pelo setor agropecuário por autorizar a importação temporária de carne para a produção de carne moída. A American Farm Bureau Federation (AFBF), uma das principais entidades de representação dos produtores rurais dos EUA, criticou a decisão de Trump de ampliar em 300 mil toneladas as importações de carne bovina durante 90 dias, classificando a medida como “um golpe contra a agricultura do país”.
O presidente da AFBF, Zippy Duvall, afirmou que a importação ameaça a recuperação do setor pecuário americano e pode pressionar a renda dos produtores em um momento de queda do mercado.