A subvenção governamental ao diesel importado está criando uma assimetria competitiva com os biocombustíveis produzidos no Brasil, de acordo com uma associação que representa o setor. A entidade alerta que o incentivo ao produto estrangeiro coloca o combustível renovável nacional em desvantagem no mercado interno.
Distorção na concorrência
Enquanto o diesel importado recebe subvenções que reduzem seu custo final, os biocombustíveis nacionais arcam com tributos e encargos sem o mesmo nível de apoio. Na avaliação da associação, essa diferença de tratamento cria um ambiente de competição desigual e desestimula investimentos na produção local.
A subvenção ao diesel importado gera um desequilíbrio que prejudica diretamente a indústria nacional de biocombustíveis, que tem papel estratégico na matriz energética do país.
Impactos para o setor
A entidade ressalta que a política atual pode comprometer não apenas a competitividade das usinas brasileiras, mas também o avanço da transição energética. O biocombustível nacional, produzido a partir de fontes renováveis como cana, milho e óleos vegetais, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a geração de empregos no campo.
Além disso, a associação defende que o poder público revise os critérios de subvenção e adote medidas que valorizem a produção doméstica. A expectativa é que o governo considere o impacto dessa assimetria nas metas de descarbonização e na segurança energética do Brasil.
O tema deve ganhar destaque nos próximos debates do setor, que busca maior previsibilidade e condições justas de concorrência frente aos combustíveis fósseis importados.