A bancada ruralista voltou a defender a manutenção do subsídio ao diesel, medida considerada essencial para reduzir os custos de produção no campo. O apoio à política, porém, vem acompanhado de um alerta: o governo precisa equilibrar as contas públicas para não comprometer a sustentabilidade fiscal do país.
Parlamentares ligados ao agronegócio argumentam que o diesel é um insumo estratégico para o setor, influenciando diretamente o preço final dos alimentos e a competitividade das exportações brasileiras. Sem o subsídio, o impacto seria sentido em toda a cadeia produtiva, do transporte da safra à operação de máquinas agrícolas.
Apesar do apoio, lideranças ruralistas reforçam que a medida deve vir acompanhada de planejamento orçamentário. Segundo eles, o endividamento crescente do governo pode inviabilizar políticas de incentivo no médio e longo prazo, gerando incerteza para o agronegócio.
O tema deve seguir em debate no Congresso, com a bancada ruralista disposta a negociar alternativas que conciliem o apoio ao produtor com o equilíbrio das finanças públicas. A expectativa é de que o governo apresente uma proposta que leve em conta tanto as necessidades do setor quanto os limites do orçamento.