A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgou nesta terça-feira (22/09) uma projeção otimista para o consumo de café no Brasil em 2026. Segundo a entidade, o mercado interno deve crescer 2,5% em comparação com 2025, atingindo 21,9 milhões de sacas de 60 kg.
O presidente da Abic, Pavel Cardoso, ressaltou que os números ainda são preliminares e que o resultado dependerá fortemente das condições climáticas — sob influência do El Niño — e de uma “linearidade” nos preços da matéria-prima no mercado físico. Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros de café arábica para dezembro de 2026 acumularam queda de 15,78% nos últimos 30 dias, mantendo-se abaixo dos US$ 3 por libra-peso.
“Se tivermos um comportamento mais linear dos preços, ainda que haja volatilidade nas bolsas, o terceiro quadrimestre pode manter a recuperação. Mas é a conferir, porque o fiel da balança é a questão climática”, afirmou Cardoso.
Os dados do segundo quadrimestre de 2026 já mostram sinais de aceleração: as vendas da indústria cresceram 4,65% ante o mesmo período de 2025, totalizando 7,02 milhões de sacas. No acumulado de janeiro a agosto, o consumo atingiu 13,68 milhões de sacas, uma alta de 2,29% na comparação anual.
A entidade alerta que a continuidade do crescimento depende de preços estáveis e de um clima favorável para a safra, especialmente nas regiões produtoras impactadas pelo El Niño.