O açúcar encerrou a sessão desta terça-feira (1º) na bolsa de Nova York com forte alta, impulsionado por projeções de uma safra global menor em 2026/27. Os contratos com vencimento em outubro avançaram 2,66%, cotados a 19,33 centavos de dólar por libra-peso.
De acordo com Marcelo Filho, analista de inteligência de mercado da StoneX, o pessimismo em relação à nova temporada, que começa em outubro, teve início com as notícias sobre a Europa, que enfrenta ondas de calor. No continente, o açúcar é produzido a partir da beterraba. Além disso, Índia e Tailândia, grandes produtores de cana-de-açúcar, registram chuvas abaixo da média.
Diante do temor de uma safra menor, a Índia autorizou a importação de 1 milhão de toneladas de açúcar em agosto. Já o Brasil, maior produtor e exportador mundial, apresenta um cenário favorável para a produção até o momento. No entanto, há alertas de chuvas para áreas do Centro-Sul neste mês, que podem prejudicar o andamento da colheita e provocar novas altas na bolsa.
Na visão da StoneX, o atual quadro de oferta e demanda indica um déficit de 1,7 milhão de toneladas na temporada 2026/27, em comparação com o superávit de 2,9 milhões do ciclo atual. “Esse déficit pode ser ainda maior, pois nossa projeção considerou uma safra de 14 milhões de toneladas para a União Europeia em julho, mas esse número deve estar mais perto das 13,5 milhões de toneladas”, afirmou Marcelo Filho.
Outras commodities
O suco de laranja praticamente zerou as perdas da véspera, com alta de 5,76% nos contratos para novembro, a US$ 1,4515 por libra-peso. O cacau, após duas altas consecutivas, recuou 2,95%, negociado a US$ 6.571 por tonelada. O algodão fechou em baixa de 1,71%, a 91,55 centavos de dólar por libra-peso, em movimento de realização de lucros. Por fim, o café arábica teve leve queda de 0,66%, a US$ 3,0945 por libra-peso.