O preço do açúcar foi o destaque de alta entre as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York, diante de notícias negativas para a safra no Brasil, maior produtor e exportador mundial do produto. Os lotes do demerara para outubro fecharam em alta de 2,77%, a 15,57 centavos de dólar a libra-peso.
Hoje, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) disse que a moagem nas usinas da região Centro-Sul chegou a 69,8 milhões de toneladas em junho, recuo de 15% se comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo análise da StoneX, os trabalhos de colheita foram prejudicados pelo clima úmido, já que sete dias de colheita foram perdidos devido às chuvas no período.
Com o atraso na colheita e queda de oito pontos percentuais no mix de produção do açúcar, a fabricação do adoçante alcançou 10,75 milhões de toneladas no Centro-Sul no acumulado da safra 2026/27, 12,4% abaixo do ciclo imediatamente anterior.
O mercado do café fechou em baixa, com investidores ainda atentos ao atraso na colheita da safra no Brasil. Os contratos do arábica para dezembro recuaram 1,72%, para US$ 3,0610 a libra-peso. Já o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) retomou a tendência de preços mais baixos em Nova York, com contratos para setembro fechando em baixa de 3,99%, a US$ 1,5140 a libra-peso. O cacau registrou a terceira queda consecutiva, com papéis para setembro caindo 1,80%, cotados a US$ 5.776 a tonelada. No algodão, os contratos com vencimento em dezembro subiram 0,17%, a 83,16 centavos de dólar a libra-peso.
Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)