AgRisk lança módulos de IA e monitoramento para crédito agro e operações de barter

Com a inadimplência de produtores rurais em 7,4% e os desembolsos de crédito agro abaixo da metade do volume do ano anterior, segundo o Banco Central e o Ministério da Agricultura, a análise de crédito no campo tornou-se mais rigorosa. Nesse contexto, o AgRisk, infraestrutura de decisão de crédito de Uberlândia (MG), apresentou três novos módulos: AgenticRisk, Insights e Monitoramento e Alertas.

Variáveis que um birô genérico não captura

A plataforma foi criada para lidar com a complexidade do crédito agro, que depende de fatores como tipo de cultura, ciclo de safra, CPR (Cédula de Produto Rural), CAR (Cadastro Ambiental Rural) e patrimônio rural — informações que um birô de crédito convencional não enxerga. O AgRisk já realizou mais de 3,5 milhões de consultas e analisou mais de 1,2 milhão de CPFs e CNPJs.

O AgenticRisk é um agente de inteligência artificial que facilita o acesso a essas informações. Por meio de uma conversa, o analista pode solicitar consultas como CPR, dados de imóveis, SCR, histórico judicial, sócios ou grupo econômico, para um produtor ou uma lista de CPFs e CNPJs. O retorno inclui um resumo automático de cada módulo, por pessoa ou em relatório consolidado. Quanto menor o tempo entre o pedido e o resultado, menor a exposição ao risco.

Na esteira do barter

Na Futura Agronegócios, a integração entre AgRisk e AgFlow, motor de decisão de crédito da empresa, chega às alçadas de aprovação. Jean Becklin, gerente de Barter da Futura Agronegócios, destaca: “A integração entre AgRisk e AgFlow entrega tudo o que precisamos de forma muito mais ágil e organizada. No quesito alçadas, tem sido muito pontual para nós. Quando uma solicitação chega ao coordenador ou à liderança, já temos de forma clara o resumo do negócio, todos os ônus e os pontos positivos daquele crédito, e conseguimos seguir com a aprovação diretamente. Tudo fica registrado na esteira, cada um sabe até onde deve ir, quando deve entregar e quais os próximos processos a cumprir até a concessão. A implementação foi tranquila, e o ganho de tempo é expressivo.”

Alertas ao longo do contrato

Após a concessão, o módulo Monitoramento e Alertas acompanha fatores definidos por cada empresa como sinais de risco, como perfil do cliente, tipo de agricultura, mudança de score, negativação, protesto, novos processos judiciais ou execuções, embargos ambientais e sociais, apontamentos trabalhistas e criminais, endividamento e dados do SCR. Quando algum desses pontos se altera durante o contrato, a empresa recebe um aviso e decide como agir.

Já o Insights reúne avaliações de relacionamento comercial de empresas da comunidade AgRisk que já negociaram com o mesmo cliente, informação que costuma circular de forma informal no setor.

Os três módulos automatizam a coleta e a organização dos dados, mas não a decisão. Dos R$ 10,3 bilhões em operações solicitadas na infraestrutura, R$ 7,4 bilhões foram aprovados pelas próprias empresas.

Do campo para outros setores

Os lançamentos foram apresentados em 25 de setembro, na segunda edição do Roadshow AgRisk, em Uberlândia. Com eles, a granularidade construída no agro passa a atender também bancos, fintechs, factorings, fundos e escritórios de advocacia. Gustavo Alves, CEO do AgRisk, afirma: “Reunimos os grandes especialistas do mercado de crédito e risco para esse momento, porque queríamos que o lançamento desses módulos acontecesse dentro de uma conversa maior sobre o que a inteligência artificial já é capaz de entregar para quem decide crédito todos os dias. O nível de detalhe que construímos a partir do agro, com variáveis que um birô genérico não enxerga, é o que agora levamos para todo o mercado B2B.”

Mais de 1.600 empresas usam a infraestrutura, que registra NPS de 75 pontos.

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