Agronegócio brasileiro alerta para impactos do fim da escala 6×1

O possível fim da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso, tem gerado preocupação entre as principais entidades do agronegócio brasileiro. A proposta, que tramita no Congresso Nacional, pode afetar diretamente a rotina de milhares de trabalhadores do setor, especialmente nas atividades que exigem presença contínua, como a pecuária e a operação de máquinas agrícolas.

As entidades representativas do agronegócio argumentam que a mudança na legislação trabalhista pode aumentar os custos de produção e comprometer a competitividade do país no mercado internacional. Em nota, as organizações defendem que a escala 6×1 é essencial para garantir a continuidade das operações no campo, onde a produção não pode ser interrompida sem prejuízos significativos.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a discussão precisa levar em conta as particularidades do setor, que opera em ciclos sazonais e depende de mão de obra intensiva em determinadas épocas do ano. A proposta, se aprovada, pode exigir a contratação de mais funcionários para suprir a redução da jornada, o que elevaria os custos e poderia impactar o preço dos alimentos.

O tema ainda deverá ser debatido em audiências públicas e comissões no Congresso, com a participação de representantes do agronegócio, trabalhadores e governo. Enquanto isso, as entidades prometem atuar para que a eventual mudança não inviabilize a produção e preserve a geração de empregos no campo.

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