Alta de commodities agrícolas em Nova York impulsionada pela queda do dólar

As commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York, conhecidas como “soft commodities”, abriram a semana em alta impulsionadas pela desvalorização do dólar. O destaque ficou com o cacau, que registrou alta superior a 5%.

Cacau lidera altas

Nesta segunda-feira (17/8), os contratos de cacau para dezembro fecharam com alta de 5,13%, cotados a US$ 6.069 por tonelada. Segundo a consultoria Barchart, o avanço foi motivado pela queda do dólar no exterior. O índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a outras economias emergentes, caiu para uma mínima em quase três meses. Esse cenário beneficia ativos cotados em dólar, como as commodities agrícolas, já que a moeda americana fraca incentiva investidores a comprar contratos futuros.

O cacau também ganha força com as incertezas trazidas pelo El Niño para a safra 2026/27 na África Ocidental, região responsável por cerca de 70% da produção global das amêndoas.

Café

O café arábica voltou a subir após queda na última sessão. Os contratos para dezembro avançaram 1,15%, para US$ 3,1790 por libra-peso. Além da desvalorização do dólar, contribuem para a alta os estoques reduzidos de café certificado na bolsa e o atraso na colheita da safra brasileira.

Açúcar

O açúcar encerrou a sessão com preços em alta. Os lotes de demerara para outubro subiram 1,63%, a 16,87 centavos de dólar por libra-peso.

Suco de laranja

O preço do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) manteve patamares elevados, mesmo após alta de 4% na sessão anterior. Os contratos para setembro avançaram 1,21%, a US$ 1,4680 por libra-peso.

O cenário macroeconômico e climático continua influenciando os mercados de commodities agrícolas, com destaque para o dólar fraco e os efeitos do El Niño nas safras globais.

Deixe um comentário

Powered by Joinchat
Anunciar grátis