ApexBrasil defende instituições multilaterais e livre mercado para impulsionar setor de proteína animal

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, afirmou que o Brasil e o setor de proteína animal enfrentam um cenário de “instabilidade e fragmentação” que não favorece o país nem a cadeia produtiva. A declaração foi feita durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), em São Paulo.

Müller defendeu o fortalecimento das instituições multilaterais e a abertura de mercados como caminhos para garantir competitividade. “Queremos estabilidade e unidade, queremos a OMC funcionando, a OMSA funcionando, que países reconheçam nosso status sanitário, mais acordos, abertura de mercados, redução de tarifas, não ter cotas e ter mercado livre ou ter mais cotas. Pela nossa competitividade nas proteínas, queremos estabilidade e união”, destacou.

O executivo também ressaltou a capacidade da cadeia de carnes brasileira de atender à demanda interna crescente sem gerar pressão inflacionária, ao mesmo tempo em que mantém as exportações. “Estamos em pleno emprego, batendo recorde de consumo. Quando aumenta o consumo, o natural é aumentar a inflação. Mas o Brasil está fazendo o dever de casa e ao mesmo tempo está exportando”, disse.

Müller ainda defendeu os investimentos conjuntos da ApexBrasil e do setor produtivo voltados à ampliação das exportações. Segundo ele, os cerca de R$ 115 milhões investidos geram R$ 150 bilhões por ano ao país.

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