A semana começou com um mercado pecuário mais fraco, conforme aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Nesta segunda-feira (10/8), o cenário foi de baixa liquidez de negócios em grande parte das regiões. Muitos agentes preferiram aguardar um novo posicionamento do mercado para retornar às negociações nesta terça-feira (11/8).
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 24 não tiveram alterações nas cotações do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas em Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), sul de Goiás, Pelotas (RS), Paragominas (PA), sul de Tocantins e Roraima. Já no norte de Minas Gerais e no oeste do Maranhão, os valores caíram.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 350 a arroba para o pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China” e da novilha também não tiveram mudanças. Já o preço da vaca subiu R$ 3, para R$ 325 a arroba.
Segundo a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos de maior porte se deparam com melhores condições para alongar suas escalas de abate, diante da perspectiva de maior incidência de animais de parceria no decorrer do mês de agosto. Já as indústrias menores seguem com escalas mais apertadas, com maior necessidade de compra.
No mercado da carne com osso, as vendas no varejo foram consideradas boas e ganharam maior tração próximo ao fim da semana, com o recebimento dos salários e as comemorações do Dia dos Pais, informa a Scot. Parte dos distribuidores, como supermercados e açougues, que se programaram para o período, antecipou os pedidos de reposição de estoque, movimentando também o atacado. Com isso, a cotação de todas as carcaças subiu.
De acordo com a Scot, a tendência é de que o mercado siga sustentado, principalmente pela expectativa de maior movimentação dos estabelecimentos que não anteciparam os pedidos de reposição. Já a Safras afirma que a expectativa é de reposição mais lenta a partir da próxima semana.