Boi gordo mantém preços estáveis na maior parte do Brasil; alta em 12 regiões

O mercado pecuário registrou mais um dia de estabilidade nos preços do boi gordo nesta terça-feira (27/10), conforme levantamento da Scot Consultoria. Das 33 regiões monitoradas, 21 não apresentaram variações diárias, enquanto 12 tiveram altas, indicando um cenário de cautela entre os frigoríficos.

Segundo a consultoria, parte da indústria permaneceu fora das compras, enquanto outra parcela aguardava para se posicionar e retomar as negociações. As altas foram observadas em regiões como sul de Goiás, Goiânia (GO), Três Lagoas (MS), norte, sudeste e sudoeste de Mato Grosso, sul e norte de Tocantins, Marabá (PA), Redenção (PA), sudeste de Rondônia e Roraima.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo permanece em R$ 380 a arroba para pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não sofreram alterações.

Em São Paulo, a oferta de boiadas estava enxuta. Em média, as escalas de abate atendiam a oito dias, mas alguns frigoríficos contavam com programações mais alongadas, de até duas semanas, segundo a Scot. Mais confortáveis com seus estoques, esses compradores ofertavam preços abaixo das referências, mas quase sem negócios concretizados.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que, na parcial de outubro (até o dia 26), a diferença de preços entre os indicadores do boi gordo e do bezerro está em R$ 2,05 o quilo, o menor valor desde agosto de 2025. O movimento indica uma redução significativa da diferença entre os valores de referência das duas categorias.

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