Boi gordo: preços sobem em 17 praças e escalas de abate mantêm viés de alta

Boi gordo: preços sobem em 17 praças e escalas de abate mantêm viés de alta

O mercado físico do boi gordo manteve trajetória de valorização nesta terça-feira (29/9), com novos reajustes registrados em importantes regiões produtoras. Das 33 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 17 registraram altas para o boi gordo na comparação diária, enquanto 16 tiveram estabilidade. Entre os destaques estão Mato Grosso do Sul, Pará e partes de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço seguiu em R$ 355 a arroba para o pagamento em 30 dias. A cotação do “boi China” também não mudou. Já a vaca e a novilha subiram R$ 3, para R$ 338 e R$ 350 a arroba, respectivamente.

O mercado físico do boi gordo manteve trajetória de valorização
O mercado físico do boi gordo manteve trajetória de valorização — Foto: Wenderson Araújo/CNA

Segundo a consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate permanecem concentradas entre seis e sete dias úteis, mantendo o viés de alta no curto prazo. A pressão continua mais evidente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para completar suas programações.

“As grandes indústrias ainda operam em situação mais confortável, apoiadas por animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios”, explica Fernando Iglesias, analista da Safras.

A Safras também aponta que, mesmo após os avanços recentes da arroba, o contrato da B3 para outubro permanece negociado com prêmio relevante sobre o mercado físico, mantendo níveis atrativos para operações de hedge e proteção das margens.

Já o mercado atacadista de carne bovina opera nos patamares mais elevados alcançados após os reajustes recentes, comenta Iglesias. “A proximidade da virada do mês pode favorecer a reposição entre atacado e varejo, criando condições para novos avanços no curto prazo”, completa o analista.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca a competitividade das carnes suína e de frango em relação à bovina. O preço da carcaça casada no atacado da Grande São Paulo está elevado no comparativo com as carnes concorrentes. No entanto, ganhou competitividade em relação a agosto. Em comparação com o mês anterior, o frango resfriado teve aumento de 12% e a carne suína teve aumento de 3%, enquanto a carne bovina avançou apenas 1%.

Na parcial de setembro (até o dia 28), o preço de um quilo de carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo equivaleu a 3,16 quilos de frango resfriado. Em relação à carne suína, o equivalente foi de 3,17 quilos.

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