Pela primeira vez, o Brasil sediará uma edição do The Best Coffee Shops, ranking internacional que avalia cafeterias em mais de 28 países. A iniciativa é do Rio Coffee Nation, festival de cafés especiais e lifestyle organizado pela agência de eventos Sonimage. O objetivo é inserir o mercado brasileiro de cafés especiais no circuito global e abrir novas oportunidades de visibilidade para cafeterias e produtores do país.
Mais de 200 cafeterias de todo o Brasil já se inscreveram para a avaliação. O processo será conduzido por quatro jurados especializados anônimos, que analisarão oito critérios, como qualidade do café servido, métodos de preparo, atendimento e conhecimento técnico da equipe. As notas dos jurados terão peso de 70% no resultado final. Os outros 30% virão de uma votação popular, prevista para agosto, quando será divulgada a lista das cafeterias habilitadas para essa etapa.
“O Brasil já é reconhecido mundialmente pela produção de café, mas ainda precisava de uma vitrine para destacar quem está levando esse produto ao consumidor com qualidade. O ranking nasce para dar visibilidade às melhores cafeterias e, agora, também aos produtores que estão por trás desse trabalho”, afirma Martina D’Avila, fundadora da Sonimage.
O resultado final será anunciado durante o Rio Coffee Nation, que ocorre de 16 a 18 de outubro. As cafeterias mais bem colocadas receberão um selo e poderão disputar a etapa latino-americana, em novembro, no Panamá. Os destaques seguem para a edição mundial, em Madri.
Além do ranking de cafeterias, a edição brasileira marca o lançamento de um ranking voltado exclusivamente aos produtores de cafés especiais. Diferentemente da seleção das cafeterias, não haverá inscrição direta: as próprias cafeterias participantes indicarão os produtores de quem compram os grãos, e uma equipe técnica sediada em Madri fará a seleção dos melhores. Os dez produtores mais bem avaliados participarão da etapa internacional, prevista para março de 2027.
“Mais do que uma premiação, o ranking cria uma ferramenta para mapear o mercado brasileiro de cafés especiais e conectar cafeterias, produtores e consumidores. Isso fortalece toda a cadeia e amplia a exposição desses negócios dentro e fora do país”, completa Martina.
A estreia do ranking ocorre em um momento de maior exposição internacional dos cafés especiais brasileiros. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), oito empresas brasileiras do setor fecharam US$ 1,17 milhão em negócios imediatos após participarem da Melbourne International Coffee Expo (MICE), na Austrália, com expectativa de gerar mais US$ 16,35 milhões nos 12 meses seguintes.
Além de cafeterias, hotéis e restaurantes que tenham operações voltadas para cafés especiais também poderão participar da avaliação, desde que atendam aos critérios técnicos estabelecidos pelo ranking.