As cotações do cacau registraram forte queda na manhã desta sexta-feira (18/09) na bolsa de Nova York. Os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro de 2026 recuaram 5,44%, cotados a US$ 5.457 por tonelada, atingindo a mínima de uma semana. Segundo a consultoria Barchart, a pressão baixista é resultado de uma oferta de curto prazo considerada confortável pelo mercado, o que aliviou as preocupações com a disponibilidade do produto.
Além do cacau, outras commodities agrícolas também apresentaram movimentos relevantes. O café operou em leve queda de 0,05%, com os lotes para dezembro de 2026 cotados a 2,7620 centavos de dólar por libra-peso. A consultoria aponta que os preços do café vêm caindo nas últimas três semanas devido à perspectiva de oferta global abundante.
O açúcar, por sua vez, operou em alta de 1,03%, com contratos de outubro de 2026 negociados a US$ 17,60 por libra-peso. Já o algodão recuou 0,73%, cotado a 81,56 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado também subiu, com os papéis para novembro de 2026 sendo negociados a US$ 1,4145 por libra-peso, alta de 1%.
O movimento do cacau reflete a percepção de que a oferta de curto prazo é suficiente para atender à demanda, o que contrasta com as preocupações anteriores sobre quebras de safra. A tendência de queda pode continuar dependendo das condições climáticas e do andamento da colheita nos principais países produtores, como Costa do Marfim e Gana.