O mercado de cacau encerrou a semana com forte alta na bolsa de Nova York. Os contratos para setembro avançaram 5,58%, cotados a US$ 5.397 por tonelada, impulsionados por ajustes na produção do segundo maior produtor mundial da amêndoa, Gana.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o fenômeno climático El Niño continua a impactar a produção nos principais países produtores. O órgão regulador do cacau em Gana projetou uma queda de 16% na safra 2026/27, motivada por problemas climáticos e pelos possíveis efeitos do El Niño. A consultoria aponta que esses dados contribuíram para o rompimento de níveis de resistência e ajustes de posicionamento no mercado.
“Dessa forma, o mercado mantém um viés mais altista, com preços negociados em patamares superiores aos observados nos últimos meses”, afirmou a Hedgepoint em nota.
Café
O preço do café também subiu, com atenção voltada para o clima sobre as lavouras brasileiras. Os contratos para dezembro fecharam em alta de 2,26%, a US$ 3,1465 por libra-peso. Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, os mapas climáticos indicam previsão de chuvas para áreas produtoras do Brasil até o dia 8 de agosto. “Já tivemos um grande calor para as lavouras e longos períodos de seca. Com isso, há relatos do aparecimento de uma florada antecipada”, disse.
Suco de laranja
Pela segunda sessão consecutiva, o preço do suco de laranja registrou forte alta em Nova York. Os lotes do produto concentrado e congelado (FCOJ) para setembro subiram 6,13%, a US$ 1,5495 por libra-peso.
Açúcar
Nos negócios do açúcar em Nova York, os lotes do demerara para outubro fecharam em alta de 1,59%, a 14,66 centavos de dólar por libra-peso.
Algodão
O preço do algodão também subiu em Nova York. Os lotes com vencimento em dezembro avançaram 1,39%, a 81,79 centavos de dólar por libra-peso.