As cotações do cacau continuam firmes na bolsa de Nova York, superando a marca de US$ 6.000 por tonelada. Nesta quarta-feira (19/8), os contratos com vencimento em setembro de 2026 avançaram 3,34%, sendo negociados a US$ 6.100 por tonelada. O movimento de alta é sustentado por dois fatores principais: a redução dos estoques globais da amêndoa e as crescentes preocupações com o impacto iminente do fenômeno El Niño sobre as lavouras da África Ocidental, maior região produtora do mundo.
De acordo com o portal Trading Economics, operadores do mercado já começam a precificar condições mais restritivas para a próxima safra, o que intensifica a pressão altista. Enquanto isso, outras commodities agrícolas também apresentam movimentos distintos nesta manhã.
O café opera em leve alta, com os lotes para entrega em dezembro de 2026 subindo 0,33%, cotados a 3,3325 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Barchart, o ritmo lento da colheita no Brasil está limitando a oferta e sustentando os preços. Já o açúcar recua: os contratos para outubro de 2026 caem 0,57%, negociados a US$ 17,37 a libra-peso.
O algodão avança 1,39%, com papéis para dezembro de 2026 cotados a 86,57 centavos de dólar por libra-peso. Por fim, o suco de laranja concentrado e congelado opera em baixa, com os contratos para setembro de 2026 recuando 0,78%, para US$ 1,4460 a libra-peso.
O cenário reforça a atenção dos investidores para os efeitos climáticos e logísticos que podem moldar os preços das commodities nos próximos meses.