Os contratos futuros de cacau encerraram o pregão desta quarta-feira (29/7) em baixa na Bolsa de Nova York, influenciados por novos dados sobre a oferta global da commodity. O vencimento para setembro recuou 0,31%, cotado a US$ 5.185 por tonelada.
A consultoria StoneX elevou sua projeção de superávit global de cacau para a safra 2025/26 de 247 mil para 422 mil toneladas, sinalizando aumento na disponibilidade das amêndoas. Para a temporada 2026/27, no entanto, a estimativa de sobra foi reduzida de 149 mil para apenas 25 mil toneladas, diante da expectativa de condições climáticas adversas provocadas pelo El Niño.
Segundo a StoneX, há 81% de chance de o fenômeno atingir intensidade “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026, com 97% de probabilidade de persistir até o início de 2027. Além disso, o excesso de chuvas registrado em junho no Oeste Africano — região responsável por cerca de 70% da produção mundial — encharcou os solos e aumentou a incidência de doenças nos cacaueiros.
O mercado segue atento aos desdobramentos climáticos e às perspectivas de oferta para as próximas safras.