Cacau fecha em queda em NY com aumento da oferta da Costa do Marfim

Os preços do cacau voltaram a cair na bolsa de Nova York nesta terça-feira (25/8), pressionados pelo aumento das entregas na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 1,95%, fechando a US$ 5.829 por tonelada.

De acordo com a consultoria Barchart, os agricultores marfinenses enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos no atual ano comercial (de 1º de outubro de 2025 a 2 de agosto de 2026), um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume adicional aliviou as preocupações com a oferta global e pressionou as cotações para baixo.

Além disso, os estoques certificados de cacau na bolsa de Nova York também contribuíram para o movimento de baixa. As reservas somam pouco mais de 3,3 milhões de sacas, o maior volume registrado em dois anos, o que ameniza momentaneamente os temores sobre a produção da amêndoa.

Café

O café também fechou em queda na bolsa nova-iorquina, após um movimento de realização de lucros impulsionado pela forte alta da véspera. Os contratos para dezembro recuaram 1,80%, para US$ 3,3550 a libra-peso. Na sessão anterior, a elevação havia chegado a quase 6%. O mercado de café deve continuar sendo influenciado por fatores como o atraso da safra no Brasil, problemas na produção da Colômbia e a redução dos estoques na bolsa americana.

Açúcar

O açúcar demerara também se desvalorizou em Nova York, igualmente em meio a um movimento de realização. Os lotes para outubro caíram 2,15%, fechando a 17,27 centavos de dólar por libra-peso.

Suco de laranja

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) registrou forte queda na sessão. Os contratos para novembro recuaram 2,08%, para US$ 1,5565 a libra-peso.

Algodão

O algodão teve leve baixa na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro fecharam em queda de 0,55%, cotados a 88,34 centavos de dólar por libra-peso.

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