O mercado de cacau opera em queda na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (29/6), após atingir a maior cotação em cinco meses na semana anterior. Os contratos com vencimento em setembro de 2026 recuam 1,16%, cotados a US$ 5.036 por tonelada. Segundo a consultoria Barchart, o movimento é de realização de lucros depois da forte alta impulsionada por chuvas intensas na Costa do Marfim, maior produtor mundial do fruto.
Enquanto o cacau cai, outras commodities do setor registraram ganhos na bolsa nova-iorquina:
- Açúcar: contratos para outubro de 2026 sobem 1,79%, a US$ 14,77 por libra-peso. O mercado monitora possíveis impactos do El Niño na produção da Ásia, especialmente na Índia e Tailândia.
- Café: lotes com entrega em setembro de 2026 avançam 0,13%, cotados a US$ 2,7355 por libra-peso.
- Algodão: papéis para dezembro de 2026 sobem 1,13%, a 77,24 centavos de dólar por libra-peso.
- Suco de laranja: contratos de setembro de 2026 operam em alta de 0,57%, a US$ 1,4950 por libra-peso.
O movimento misto reflete as diferentes condições climáticas e de oferta em cada cultura. O cacau, após disparar com as precipitações na Costa do Marfim, agora passa por ajuste. Já o açúcar é impulsionado por preocupações com monções na Ásia. O café e o algodão mantêm leve alta, enquanto o suco de laranja acompanha a tendência positiva.
As informações são da consultoria Barchart e da Globo Rural.