Cacau sobe 5% em Nova York com novas preocupações sobre El Niño

Após alerta com El Niño, mercado do cacau espera por dados de moagens no segundo trimestre — Foto: Mágio Chocolates/Divulgação

O cacau se mantém com preços firmes na bolsa de Nova York, mesmo após alta de 7% na véspera. Os contratos com entrega setembro avançaram 5,51% nesta quinta-feira (25/6), a US$ 5.247 a tonelada.

De acordo com Carolina França, analista de mercado da Hedgepoint Global Markets, o mercado olha para fundamentos que podem impactar a oferta, como a confirmação do El Niño para a produção na temporada 2026/27. Segundo a analista, esse receio com o fenômeno climático levou o órgão regulador de cacau da Costa do Marfim a suspender as vendas do próximo ciclo.

“Esse foi outro ponto de atenção que pesou para o mercado, além dos relatos de chuvas em áreas produtoras da África, que trazem impactos para a colheita e levantam preocupações com doenças nos cacaueiros”, disse França.

Com as notícias sobre o El Niño já consolidadas entre os investidores, ela pontua que o próximo ponto de atenção será a divulgação dos dados de moagens de cacau do segundo trimestre, em meados de julho. “São informações que podem ajudar a trazer uma tendência mais definida para os preços”, finaliza.

Outros mercados

Suco de laranja – O suco de laranja voltou a recuar e acumulou a quarta baixa consecutiva. Os lotes para setembro fecharam em queda de 2,77%, a US$ 1,4220 a libra-peso.

Café – O café se desvalorizou na bolsa de Nova York em meio à realização de lucros. Os contratos do arábica para setembro fecharam em baixa de 0,29%, a US$ 2,7640 a libra-peso.

Algodão – O algodão fechou a sessão com preços em alta. Os lotes com vencimento em dezembro subiram 0,93%, a 76,97 centavos de dólar a libra-peso.

Açúcar – Nos negócios do açúcar, os lotes do demerara para outubro subiram 0,57%, a 14,10 centavos de dólar a libra-peso.

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