Café arábica recua em NY e devolve parte da alta histórica; cacau sobe mais de 5%

Os preços do café arábica voltaram a cair na bolsa de Nova York nesta quarta-feira (8/7), devolvendo parte da forte alta registrada na segunda-feira — a maior variação diária em 26 anos. O contrato para setembro, o mais negociado, recuou 2,46%, fechando a US$ 3,09 por libra-peso. Os lotes para dezembro acompanharam a tendência e caíram 2,54%, a US$ 2,97 por libra-peso.

O movimento do mercado reflete a atenção dos operadores às condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil e aos riscos de um fortalecimento do El Niño. Apesar da queda, o ritmo foi menor que o observado na terça-feira, quando os principais contratos sofreram desvalorizações superiores a 9%.

Cacau, açúcar e demais commodities

No mercado de cacau, os preços dispararam. O contrato com vencimento em setembro de 2026 subiu 5,09%, encerrando a US$ 6.052 por tonelada. Os lotes para dezembro tiveram valorização de 5,02%, a US$ 6.619 por tonelada.

O açúcar demerara para outubro registrou leve queda de 0,2%, a 15,11 centavos de dólar por libra-peso. Já os vencimentos de longo prazo para 2027 fecharam em alta. O algodão também fechou em baixa: o contrato para outubro ajustou a 78,98 centavos de dólar por libra-peso (-0,92%), enquanto o de dezembro de 2026 caiu 0,76%, para 80,67 centavos.

O suco de laranja concentrado e congelado encerrou a sessão com quedas superiores a 2%. Para setembro de 2026, o contrato foi a US$ 1,52 por libra-peso (-2,46%), e o de novembro recuou 2,26%, para US$ 1,59.

Confira as cotações completas na ferramenta da Globo Rural.

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