Café arábica salta 6,71% em NY com chuvas que atrasam colheita no Brasil

Os preços do café arábica dispararam na bolsa de Nova York nesta terça-feira (30/6), impulsionados por notícias negativas sobre o andamento da safra no Brasil. O contrato para setembro fechou em alta de 6,71%, cotado a US$ 2,9645 a libra-peso, o maior patamar em quatro meses, segundo análise da Barchart.

O motivo principal são as chuvas intensas que retardam a colheita no maior produtor mundial de café arábica. De acordo com a Somar Meteorologia, o índice pluviométrico em Minas Gerais — principal região produtora do país — foi de 31,3 mm na semana encerrada em 28 de junho, o equivalente a 1.956% da média histórica para o período.

O clima adverso pode comprometer a qualidade dos grãos, gerando preocupações adicionais no mercado. A alta desta terça-feira reflete o receio de que a oferta do produto de alta qualidade seja reduzida.

Além do café, outras commodities agropecuárias também registraram movimentos na bolsa de Nova York. O cacau subiu 2,23% (US$ 5.078/t), o suco de laranja concentrado e congelado avançou 6,44% (US$ 1,6525/lb), o açúcar demerara teve leve alta de 0,27% (14,82 centavos/lb) e o algodão fechou em 0,46% (76,80 centavos/lb).

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