Café arábica sobe em Nova York com atraso na colheita brasileira e queda de estoques

O mercado de café registrou alta nesta terça-feira (4/8) na Bolsa de Nova York, impulsionado pelo monitoramento da colheita no Brasil e pela redução dos estoques certificados do grão. Os contratos futuros do arábica para dezembro fecharam a US$ 3,080 por libra-peso, uma valorização de 1,35%.

Segundo Jack Scoville, analista do Price Futures Group, os atrasos na colheita brasileira persistem, com previsões de chuvas em algumas regiões produtoras. Enquanto isso, lavouras da América Central enfrentam tempo seco, o que também contribui para a cautela do mercado.

Outro fator de suporte aos preços foi a diminuição dos estoques certificados em Nova York, que atualmente somam pouco mais de 260 mil sacas — volume bem inferior ao registrado um ano antes, de 760 mil sacas. O atraso no avanço da colheita no Brasil tem retardado a recomposição desses estoques.

No mesmo dia, outros contratos agrícolas também tiveram desempenhos mistos na Bolsa de Nova York. O cacau para setembro caiu 0,25%, para US$ 5.924 a tonelada, após alta de mais de 10% na véspera. O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) para setembro avançou 0,85%, cotado a US$ 1,5970 a libra-peso, marcando a quinta alta consecutiva. O açúcar demerara para outubro subiu 0,20%, a 15,04 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o algodão para dezembro recuou 0,13%, para 82,46 centavos de dólar por libra-peso.

Acompanhe as atualizações do mercado de café e outras commodities no Globo Rural.

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