Café avança na bolsa de NY com safra brasileira atrasada e exportações colombianas sob risco

O café registrou alta na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (14 de agosto), impulsionado por dois fatores principais: o ritmo lento da colheita no Brasil e as incertezas sobre as exportações da Colômbia após um terremoto. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 3,3685 por libra-peso, alta de 1,11%.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a safra brasileira de café 2026/27 estava 90% concluída até o dia 12 de agosto, percentual inferior aos 97% registrados no mesmo período do ano passado e abaixo da média de 94% dos últimos cinco anos. Esse atraso na colheita tem sustentado as cotações, conforme destaca a Barchart.

Além disso, o mercado segue atento aos impactos do terremoto que atingiu a Colômbia, um dos maiores produtores mundiais de café. O evento sísmico gerou preocupações sobre a capacidade de exportação do país, contribuindo para a valorização do grão.

Outras commodities

O cacau também fechou em alta, com os contratos para setembro subindo 1,63%, cotados a US$ 5.736 por tonelada. Segundo a Barchart, a alta foi favorecida pela queda de 0,3% no índice do dólar, o que beneficia as commodities em geral.

O açúcar demerara, por sua vez, encerrou o pregão em baixa de 1,31%, a 16,61 centavos de dólar por libra-peso, pressionado pela liquidação de posições após atingir a máxima em mais de um ano na última quarta-feira.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) avançou 2,94%, com contratos para setembro a US$ 1,4310 por libra-peso.

Já o algodão fechou em alta de 1,46%, com os contratos para dezembro cotados a 84,71 centavos de dólar por libra-peso.

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