Após uma forte alta de 12% na sessão de quinta-feira (9/7), o café arábica registrou queda expressiva na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (10/7). Os contratos com vencimento em setembro recuaram 3,23%, negociados a US$ 3,3680 por libra-peso. O movimento foi motivado pela realização de lucros por parte dos investidores, após os preços terem disparado nos dias anteriores devido a problemas na safra brasileira.
Na segunda-feira (6/7), o café arábica havia subido 16% na bolsa, registrando a maior alta diária em 26 anos. A pressão de alta, impulsionada pelo clima adverso e pelo atraso na colheita no Brasil, deve continuar, mas o mercado aproveitou para embolsar ganhos. Além disso, novas exigências da bolsa americana para a negociação de contratos futuros levaram produtores a desmontar posições compradas, segundo a Barchart.
Cacau
O cacau também despencou em Nova York, após uma alta de 6% na véspera. Os contratos para setembro caíram 7,10%, para US$ 5.997 por tonelada. Apesar da forte baixa, o alerta com o El Niño segue como um dos principais pontos de atenção do mercado. O fenômeno pode impactar a produção da África Ocidental, região responsável por cerca de 70% da oferta global.
Açúcar
O preço do açúcar demerara caiu na bolsa de Nova York, também em movimento de realização. Os lotes para outubro recuaram 1,72%, a 14,86 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) fechou em baixa. Os contratos para setembro caíram 1,07%, a US$ 1,43 por libra-peso.
Algodão
O algodão foi na contramão e se valorizou. Os lotes com vencimento em dezembro, os mais negociados, fecharam em alta de 0,94%, a 81,37 centavos de dólar por libra-peso.
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