Café e cacau recuam em Nova York com dólar alto e aumento das vendas brasileiras

As cotações do café e do cacau fecharam em queda na bolsa de Nova York nesta sessão, pressionadas pela valorização do dólar frente ao real, que incentiva os produtores brasileiros a aumentar as vendas no mercado internacional. O movimento reflete a busca por liquidez e a recomposição de posições, com os fundos reduzindo suas apostas na alta das commodities.

Dólar forte e oferta brasileira

O dólar comercial subiu mais de 1% ante o real, tornando as exportações brasileiras mais competitivas. Com isso, traders relataram um aumento no fluxo de vendas de café arábica e de cacau por parte de cooperativas e produtores do Brasil, que aproveitaram os preços ainda elevados para fixar contratos e garantir margens.

No caso do cacau, a oferta global segue apertada, mas o movimento de realização de lucros e a maior disponibilidade de produto brasileiro pesaram sobre os preços. Já no café, a colheita da safra 2026/27 avança no Brasil e a expectativa de uma safra cheia, combinada ao câmbio favorável, aumentou a pressão vendedora.

Impacto nos preços e perspectivas

Os contratos futuros de café arábica para entrega em dezembro recuaram 2,3%, enquanto os de cacau caíram 1,8% na ICE Futures US. Apesar da queda, os preços ainda operam em níveis elevados na comparação histórica, sustentados por preocupações climáticas e pela demanda firme.

Analistas avaliam que, caso o dólar continue em patamares altos, as vendas brasileiras devem permanecer aquecidas, limitando qualquer recuperação das cotações no curto prazo. No entanto, uma reversão do câmbio ou problemas climáticos nas principais regiões produtoras podem reverter a tendência.

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