Os preços do café recuaram na bolsa de Nova York nesta segunda-feira (10), após uma alta expressiva na sessão anterior. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em baixa de 0,63%, cotados a US$ 3,1390 por libra-peso. O movimento foi impulsionado pela realização de lucros dos investidores, depois de uma valorização de mais de 3% na última sexta-feira (7).
Apesar do recuo, o Rabobank alerta que o mercado ainda enfrenta incertezas relacionadas ao chamado “fator Brasil”. Em relatório, o banco destaca o atraso na colheita da safra brasileira e os impactos das chuvas recentes sobre a qualidade dos grãos. “O café derrubado pelas chuvas nos últimos meses perderá qualidade, mas ainda não é possível estimar qual será a proporção desse volume na safra total”, afirma o documento.
O Rabobank também projeta uma oferta mais restrita de cafés finos na safra 2026/27 do Brasil, em comparação com os cafés de menor qualidade. As precipitações podem ter afetado de forma substancial a qualidade da produção em diversas regiões do cinturão cafeeiro, gerando preocupação entre os participantes do mercado.
Outras commodities
O açúcar demerara para outubro avançou 0,12%, a 16,47 centavos de dólar por libra-peso, sustentado pelo cenário climático no Hemisfério Norte, pela menor mix açucareiro no Centro-Sul do Brasil e por preocupações com chuvas que atrasam a operação das usinas. No entanto, o analista Marcelo Filho, da StoneX, ressalta que a demanda por importações ainda é esparsa, o que pode limitar a manutenção dos preços acima dos 16 centavos.
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) registrou a terceira queda consecutiva, com os contratos para setembro recuando 0,49%, para US$ 1,4185 por libra-peso.
O cacau abriu a semana em leve alta: os contratos para dezembro subiram 0,63%, cotados a US$ 5.932 por tonelada.
Já o algodão fechou em baixa de 0,64% nos contratos para dezembro, a 83,86 centavos de dólar por libra-peso.