Café recua 2% em Nova York pressionado por dólar e clima

Os contratos futuros do café arábica fecharam em queda de 2% na bolsa de Nova York nesta sessão, refletindo a combinação de um dólar mais forte e condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. A pressão cambial tornou as commodities denominadas em dólar menos atrativas para investidores estrangeiros, enquanto o clima mais estável no Brasil e na Colômbia aliviou os temores de quebra de safra.

Na ICE Futures US, o contrato para dezembro encerrou cotado a US$ 2,85 por libra-peso, com baixa de 5,8 centavos. O movimento acompanhou o índice DXY, que subiu 0,4% na sessão, prejudicando o poder de compra dos importadores.

Analistas apontam que as recentes chuvas nas áreas de cultivo do cerrado mineiro e da Colômbia melhoraram a umidade do solo, reduzindo o prêmio de risco climático nos preços. “Ainda há incertezas sobre a florada, mas o mercado aproveitou para realizar lucros após a alta recente”, destacou um operador consultado pela reportagem.

No Brasil, o dólar comercial subiu mais de 1% ante o real, o que também contribuiu para a queda nas cotações internacionais, já que o país é o maior produtor mundial da commodity. A expectativa é de que o mercado continue volátil, acompanhando os noticiários sobre o clima e as políticas monetárias dos Estados Unidos.

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