Clima favorável mantém grãos com preços em queda na bolsa de Chicago

Os preços da soja, milho e trigo fecharam em queda na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (22), influenciados pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das safras nos Estados Unidos e pela demanda mais fraca na última semana.

Soja

A soja segue depreciada na bolsa de Chicago. Os lotes para julho fecharam em queda de 0,62%, a US$ 11,1575 o bushel. A pressão de baixa é exercida pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra no cinturão produtor de grãos americano, com previsão de chuvas moderadas para esta semana, o que dará suporte ao início da floração da soja no país, segundo boletim da consultoria Granar.

Além desse fator, a soja seguiu com pouca oscilação devido à falta de novidades sobre novas compras chinesas de soja americana. O mercado espera novos anúncios de vendas ao país asiático após a confirmação dos primeiros volumes da temporada 2026/27 anunciados na semana passada.

A demanda pelo grão dos EUA ainda está enfraquecida. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as inspeções das exportações de soja do país chegaram a 241,04 mil toneladas na semana encerrada em 18 de junho, inferior às 533,43 mil toneladas reportadas na semana imediatamente anterior.

Milho

As cotações do milho também estão em queda devido à manutenção de condições favoráveis para a safra nos EUA. Os contratos do cereal para julho fecharam em baixa de 1,44%, a US$ 4,1150 o bushel. Além do clima ideal para as lavouras no país, a demanda foi menor na última semana, contribuindo para o quadro de preços mais baixos.

O volume de milho inspecionado para exportação chegou a 1,45 milhão de toneladas na semana encerrada em 18 de junho, informou o USDA. Na semana imediatamente anterior, o total inspecionado chegou a 1,65 milhão de toneladas.

Trigo

Nos negócios do trigo na bolsa de Chicago, os contratos com entrega para setembro, atualmente os mais negociados, fecharam em queda de 1,06%, a US$ 6,0750 o bushel.

As chuvas devem beneficiar o desenvolvimento da safra de grãos nos EUA, conforme imagem de destaque.

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)

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