A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (24/9) a estimativa da safra de café de 2026: 67,6 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 19,6% em relação à colheita de 2025. O número confirma a expectativa de uma safra recorde, mas teve pouco impacto nos mercados internacionais, segundo analistas.
“A Conab confirmou a safra recorde. Apesar das diferenças de projeções, há uma convergência para safra recorde e para mais café arábica no Brasil”, afirmou Gil Barabach, consultor da Safras & Mercado, em entrevista ao Valor.
O relatório aponta que o resultado reflete o aumento da área de cafezais em produção e a melhora da produtividade média nacional. Em um ano de bienalidade positiva, a produção de arábica foi estimada em 48,2 milhões de sacas, alta de 34,8%. Já a colheita de canéforas (robusta/conilon) foi de 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6%.
No mercado futuro, os preços do arábica fecharam em queda na bolsa de Nova York. O contrato para dezembro caiu 0,2%, cotado a US$ 2,75 por libra-peso. Para março de 2027, a cotação recuou 0,17%, para US$ 2,67 por libra.
“Depois do susto com o atraso na colheita, parece que o mercado volta a se ajustar dentro desse cenário de mais café no Brasil. Como não houve grandes mudanças, teve pouco impacto”, completou Barabach.