Conab disponibiliza farelo de soja para criadores em unidades do DF e Nordeste

Criadores de animais poderão comprar farelo de soja diretamente em unidades da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) localizadas no Distrito Federal, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte. A iniciativa, inédita, utiliza a estrutura pública para armazenagem e apoio à comercialização, sem envolver recursos públicos ou incorporação do produto aos estoques oficiais.

O objetivo principal é ampliar a disponibilidade do insumo para alimentação animal, especialmente no Nordeste, e facilitar o acesso dos pecuaristas ao farelo de soja. Segundo a Conab, a estimativa inicial é comercializar 150 toneladas apenas na unidade de Brasília.

Na prática, a negociação ocorrerá diretamente entre fornecedores e compradores. A Conab ficará responsável pela armazenagem, consolidação das compras e retirada do produto. A cada 15 dias, as empresas fornecedoras encaminharão ofertas com preços, condições de pagamento e prazos de entrega, que serão divulgados pela estatal aos criadores.

Podem participar do programa os clientes do Programa de Venda em Balcão (ProVB) e outros potenciais compradores. O cadastro pode ser feito online ou presencialmente nas unidades participantes. A compra será efetivada via Pix ou transferência bancária, com preenchimento de formulário de pedido encaminhado pela Conab à empresa fornecedora.

Duas empresas privadas foram selecionadas por edital público encerrado em agosto: a Cargill, que atuará no armazém do Distrito Federal, e a Oleoplan, responsável pelo fornecimento na Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte. Não houve propostas para a unidade de Goiás.

“Ao disponibilizar sua estrutura para armazenagem e apoiar a comercialização do farelo de soja, a Companhia contribui para ampliar os canais de oferta desse insumo, favorecendo o acesso dos produtores e demais agentes que dependem da alimentação animal”, afirmou a Conab em nota.

Vale lembrar que em agosto deste ano foi sancionada uma lei que amplia o rol de produtos comercializáveis via ProVB, incluindo sorgo, caroço de algodão, farelo de soja e farelo de milho. Contudo, a operação atual ainda não integra o ProVB – trata-se de uma ação inédita de aproximação entre fornecedores e compradores com uso de estruturas públicas.

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