Conab projeta crescimento nas exportações de soja e milho e retração no arroz para safra 2026/27

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (15/10) suas projeções para a safra 2026/27, indicando aumento nas exportações de soja e milho, mas queda significativa nos embarques de arroz. No mercado doméstico, a demanda por grãos continua aquecida, impulsionada pelos biocombustíveis e pelo crescimento do consumo de proteína vegetal.

De acordo com o levantamento, o Brasil deve exportar 117,9 milhões de toneladas de soja na próxima safra, volume 1,51% superior ao ciclo anterior. Já as exportações de farelo de soja devem alcançar 27,1 milhões de toneladas, alta de 3%. No mercado interno, o consumo de soja em grãos está estimado em 67,5 milhões de toneladas, sustentado pela demanda das indústrias de biocombustíveis e pelo aumento do consumo de proteína vegetal.

Para o milho, as exportações estão projetadas em 46 milhões de toneladas, com estoques de passagem de 16 milhões de toneladas em fevereiro de 2027. O uso do cereal na produção de etanol deve elevar o consumo interno do grão em 6,6% na safra 2026/27, totalizando 74,5 milhões de toneladas. Os estoques finais devem ficar em 14,9 milhões de toneladas.

Em contrapartida, as exportações de arroz devem sofrer uma queda de 17,4%, totalizando apenas 1,6 milhão de toneladas no ciclo 2026/27. A redução é reflexo da menor disponibilidade interna, em função da perspectiva de diminuição da produção. Os estoques de passagem do arroz devem se estabilizar em 1,4 milhão de toneladas ao final de fevereiro de 2028, volume 22,7% inferior ao previsto para fevereiro de 2027.

A Conab também destacou o papel dos biocombustíveis como motor da demanda doméstica, especialmente no caso do milho para etanol e da soja para biodiesel. Os números reforçam a tendência de crescimento do setor, mas apontam desafios para a cadeia do arroz, que enfrenta pressão de oferta e estoques em baixa.

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