As condições climáticas adversas nas lavouras de café do Brasil estão impactando a oferta global da commodity, levando a uma forte alta nos preços em Nova York. Nesta terça-feira (28 de julho de 2026), os contratos com vencimento em setembro de 2026 avançaram 4,95%, cotados a 3,4095 centavos de dólar por libra-peso. O Brasil, maior produtor mundial de café, enfrenta problemas climáticos que prejudicam o desenvolvimento da safra, colocando em xeque o abastecimento internacional, segundo análise da Barchart.
Enquanto o café opera em alta, outras commodities agrícolas apresentam movimentos mistos. O cacau também subiu, com os contratos para setembro de 2026 registrando alta de 1,27%, cotados a US$ 5.158 por tonelada. O mercado de cacau segue volátil, alternando entre altas e baixas em Nova York, após ter caído para a mínima de três semanas na última sessão devido a sinais de aumento da oferta global.
Por outro lado, o açúcar opera em queda, com os contratos para outubro de 2026 recuando 0,34%, negociados a US$ 14,53 por libra-peso. O algodão também cai: os papéis com entrega para dezembro de 2026 apresentam baixa de 1,2%, cotados a 79,90 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado acompanha o movimento de baixa, com os contratos para setembro de 2026 em US$ 1,4020 por libra-peso, queda de 0,53%.
As cotações refletem o cenário climático brasileiro, que afeta diretamente a produção de café e influencia os preços internacionais. Acompanhe mais informações e atualizações no Globo Rural.