A multinacional Corteva anunciou nesta quarta-feira (1º/7), por meio de sua marca de biológicos Stoller, o lançamento do Stimulate 10X, uma versão concentrada do regulador de crescimento vegetal que está no mercado há duas décadas. A nova formulação pode ser adotada em 17 culturas registradas no Brasil, entre elas soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café.
O produto pode ser aplicado via foliar e, segundo a empresa, traz como vantagens o aumento da velocidade de emergência, maior desenvolvimento do sistema radicular e melhor arquitetura da parte aérea, entre outros benefícios. A novidade foi apresentada a jornalistas na unidade de produção de biológicos, localizada em Cosmópolis (SP).
O lançamento demonstra que a empresa confia na manutenção do crescimento do mercado de biológicos no Brasil, segundo o líder de marketing da Stoller, Dante Queiroz — apesar do momento desafiador na comercialização de insumos. No ano passado, os bioinsumos movimentaram R$ 6,2 bilhões no país, conforme dados da CropLife Brasil.
“Nos últimos cinco anos, o mercado de forma geral foi positivo, cresceu, com o segmento de produtos biológicos talvez até à frente de outros mercados, porque tem aumentado a adoção desses produtos por parte dos agricultores. Isso nos faz acreditar que essa tendência deve continuar”, avalia Queiroz.
De acordo com ele, os segmentos de nutrição foliar, bioestimulantes e biocontrole apresentaram crescimento nos últimos anos, enquanto bioinseticidas e biofungicidas não acompanharam o mesmo ritmo. “Mas, de forma geral, o espaço para adoção tanto em área quanto em número de aplicações é muito grande para produtos biológicos de forma geral, em todas as culturas.”
A unidade de Cosmópolis já exporta produtos biológicos para países vizinhos, como o Paraguai, e poderá ampliar esse volume no futuro. Segundo Queiroz, a fábrica foi projetada para atender tanto a demanda atual quanto o crescimento esperado do mercado. A expansão das exportações, no entanto, dependerá da demanda, da viabilidade econômica e das aprovações regulatórias em cada país.
A Corteva não revela quanto do seu faturamento vem do segmento de biológicos, nem há uma estimativa de crescimento desse mercado nos próximos anos.