O mercado de feijão iniciou a primeira semana de setembro com movimentos opostos entre as duas principais variedades consumidas no Brasil. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o feijão-preto segue com preços sustentados pela busca por grãos de melhor qualidade, enquanto o feijão-carioca enfrenta pressão de compradores mais cautelosos.
Feijão-carioca em queda
No caso do feijão-carioca, a seletividade dos compradores permanece elevada. A atenção está voltada a características como variedade, granulometria e umidade dos grãos. Entre os vendedores, houve flexibilidade pontual, mas ainda há resistência à redução dos preços, principalmente quando os lotes negociados têm qualidade superior.
Na sexta-feira (4/9), o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior, no noroeste de Minas Gerais, ficou em R$ 292,25 por saca de 60 quilos, uma queda de 1,85% em uma semana.
Feijão-preto em alta
No sul do Paraná, o feijão-preto foi cotado a R$ 223,23 por saca de 60 quilos, com alta semanal de 3,36%. A procura por grãos de melhor qualidade é o principal fator que sustenta os preços da variedade, conforme o Cepea.
Os dados fazem parte do levantamento semanal do Cepea, que acompanha as cotações das principais praças produtoras do país.