A Cooperativa Cotribá, sediada em Ibirubá (RS), firmou um acordo extrajudicial para regularizar o pagamento de direitos trabalhistas aos funcionários que foram desligados durante o processo de reestruturação da empresa. Desde o início de 2026, quase metade dos 1,2 mil colaboradores da cooperativa já foram demitidos.
Com dívidas totais estimadas em cerca de R$ 1,4 bilhão – incluindo fornecedores e instituições financeiras –, a Cotribá busca reorganizar suas atividades. A cooperativa conta com aproximadamente 9,5 mil associados e mantém mais de 60 pontos de negócios em diversos municípios do Rio Grande do Sul.
O acordo foi celebrado com o Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Cooperativas de Produção Agrícola do Rio Grande do Sul (Sinecoop/RS) e estabelece condições e cronograma para a quitação das verbas rescisórias e dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devidos aos colaboradores desligados.
Segundo a cooperativa, as rescisões de menor valor – que representam cerca de 50% do total – serão pagas em três parcelas mensais e consecutivas, com início em junho de 2026. Para as demais rescisões, a proposta prevê o pagamento em 24 parcelas mensais, começando em setembro de 2026.
A Cotribá ressalta que a efetivação do acordo depende da manifestação individual de cada ex-colaborador. Cada pessoa poderá decidir livremente se aceita ou não as condições propostas. “A iniciativa busca conciliar a capacidade financeira da cooperativa com o compromisso de avançar na regularização das obrigações trabalhistas, proporcionando uma alternativa consensual para a quitação dos créditos”, destaca a cooperativa em nota oficial.