Craques da Copa: os jogadores que investem no agronegócio

A Copa do Mundo movimenta muito mais do que apenas o futebol. Enquanto o varejo se prepara para o aumento no consumo de produtos ligados à competição, alguns atletas convocados para o torneio carregam histórias diretamente conectadas ao agronegócio. Seja pela origem no interior, pela relação da família com o campo ou por investimentos no setor, quatro jogadores que estarão em campo na Copa de 2026 mostram como o agro faz parte de suas vidas.

Neymar e o vinho Le Prince

Um dos exemplos mais conhecidos é o de Neymar. Além da carreira no futebol, o craque entrou recentemente no mercado de vinhos com a marca Le Prince, apresentada durante a Apas Show 2026. O nome é uma referência a um de seus apelidos no esporte. Os rótulos, produzidos no Chile e na Espanha, devem chegar aos supermercados brasileiros em junho ao preço mínimo de R$ 49,90.

James Rodríguez e o café colombiano

James Rodríguez, confirmado na Copa com a Seleção da Colômbia, transformou uma das maiores tradições agrícolas do país em negócio ao lançar a marca 10 Coffee, inspirada na cultura cafeeira. Além da venda dos produtos, a marca compartilha conteúdos sobre preparo do café, identificação de notas sensoriais e formas de consumo. O projeto também destaca o apoio às famílias produtoras colombianas e a valorização das regiões montanhosas responsáveis pela produção dos grãos.

Giorgian De Arrascaeta e a paixão por cavalos

A ligação com o universo rural também aparece na trajetória de Giorgian De Arrascaeta, meia do Uruguai e do Flamengo. Ele herdou da família a paixão pelos cavalos e pelo hipismo. Seu pai foi jóquei e escolheu o nome “Giorgian” em homenagem a um cavalo marcante. Atualmente, o camisa 10 mantém animais em um haras e costuma demonstrar a conexão com os cavalos também fora dos gramados – inclusive com uma tatuagem de um cavalo de corrida na panturrilha direita.

Gustavo Gómez e a vida no campo

Gustavo Gómez, zagueiro do Paraguai e do Palmeiras, mantém forte identificação com as tradições rurais. Em entrevista ao ge.globo, o atleta de 33 anos revelou que não gostava muito do interior, mas a influência de pessoas próximas despertou a paixão. Ele possui uma fazenda em San Juan Bautista, a 200 quilômetros de Assunção. “Meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário. Todo mundo virou veterinário. E, a cada dia, fui conhecendo mais, aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente legal também”, disse.

Aiden O’Neill e a pecuária na Austrália

Aiden O’Neill, meio-campista da Austrália e do New York City, possui uma propriedade rural de cerca de 70 hectares em New South Wales, onde mantém um rebanho bovino. Na juventude, trabalhou em fazendas da região. Em entrevista ao site da Fifa, disse que a agropecuária é um hobby e também um investimento. “É um pouco diferente. Não são muitos os jogadores de futebol que têm uma fazenda ou interesse em gado”, comentou. “Temos algumas cabeças de gado lá e é algo que gosto de fazer fora do futebol.”

Esses exemplos mostram como o agronegócio está presente na vida de atletas de diferentes países, unindo o esporte ao campo de maneiras criativas e empreendedoras.

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