Disputa entre pecuaristas e frigoríficos limita variação da arroba e distancia mercado físico do futuro

A queda de braços entre pecuaristas e frigoríficos tem mantido os preços da arroba do boi gordo em um cenário de pouca margem para alterações significativas. Essa rigidez nos valores está afastando o mercado físico do mercado futuro, gerando incertezas para os produtores.

Segundo informações do setor, a resistência tanto de compradores quanto de vendedores em ceder tem travado qualquer movimentação mais expressiva nos preços. Enquanto os pecuaristas esperam por valores mais altos, os frigoríficos operam com margens apertadas e evitam aumentar as ofertas.

Esse impasse acaba refletindo diretamente nos contratos futuros, que não conseguem acompanhar as referências do mercado à vista. A consequência é um distanciamento entre as cotações atuais e as expectativas para os próximos meses, o que dificulta o planejamento de quem atua na cadeia produtiva.

Analistas acompanham de perto a evolução das negociações, mas, por enquanto, a tendência é de que a estabilidade predomine até que um dos lados ceda ou que fatores externos, como a demanda por carne, forcem uma reacomodação dos preços.

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