Se Lionel Messi é hoje o grande nome da seleção argentina, nos anos 1990 e início dos 2000 esse posto era de Gabriel Batistuta. O ex-atacante, conhecido como “Batigol”, disputou três Copas do Mundo (1994, 1998 e 2002) e foi o maior artilheiro da história da Albiceleste por mais de duas décadas, até ser superado por Messi em 2016.
Após pendurar as chuteiras em 2005, aos 36 anos, Batistuta trocou os gramados pela administração rural. Ele comanda uma propriedade de aproximadamente 20 mil hectares na província de Santa Fé, a 450 km de Buenos Aires. Na fazenda, cultiva soja, milho e girassol, além de investir em pecuária, conforme informações do jornal iProfesional.
Outra curiosidade é sua presença constante em feiras e eventos do agronegócio, onde compartilha experiências e debate os desafios dos produtores rurais. “A consolidação de Batistuta como empresário também possui um forte componente de compromisso regional. Sua presença não só gera empregos diretos na produção de culturas-chave para a balança comercial da Argentina, como impulsiona a demanda por serviços especializados. Seu compromisso com a modernização reflete uma visão contemporânea da agricultura”, destaca a imprensa local.
Em março deste ano, durante uma palestra na Expoagro, uma das principais feiras do agronegócio argentino, Batistuta comparou a rotina no campo à carreira de jogador. “Muitas coisas semelhantes acontecem: decisões sob pressão, resiliência quando você preparou tudo e as coisas não saíram como o esperado… O produtor acorda todos os dias com um objetivo claro: produzir. Ele decide o que plantar, qual tecnologia usar e se dedica totalmente sem saber o que acontecerá em oito meses”, disse.
Ainda relacionando as duas atividades, destacou que a principal lição em comum é a capacidade de seguir em frente diante das dificuldades. “O importante não é cair, porque todos nós caímos. O importante é se levantar rapidamente. Se você fez tudo ao seu alcance, pode dormir em paz. E no dia seguinte, você tenta de novo”, afirmou.
Batistuta marcou 56 gols com a camisa da Argentina e agora acompanha a trajetória da nova geração na Copa do Mundo de 2026 como torcedor. A seleção comandada por Lionel Scaloni enfrenta o Egito nesta terça-feira (7/7), às 13h (de Brasília), pelas oitavas de final, em busca da classificação para o quarto título mundial.