Dolly Parton, uma das maiores lendas da música country, faleceu nesta terça-feira (25/8) aos 80 anos. A notícia foi divulgada em um vídeo gravado por Bryan Seaver, sobrinho e chefe de segurança da cantora, que revelou que a própria Dolly havia pedido a gravação anos antes como uma mensagem póstuma.
Na mensagem, Seaver afirmou que a cantora viveu feliz e agradeceu pelas oportunidades que ela proporcionou à família. Ele também contou que, nos últimos dias, Parton descansou em uma cama de algodão, a seu próprio pedido, justificando que merecia conforto depois de anos usando joias pesadas. “A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus”, declarou.
Uma carreira premiada
Nascida no Tennessee em 1946, Parton se destacou pela voz rouca e pelo legado na música country. Em mais de seis décadas de carreira, também brilhou na televisão e no cinema, com participações no The Porter Wagoner Show e no filme Como Eliminar Seu Chefe (1980).
A artista acumulou 11 prêmios Grammy, incluindo um pelo conjunto da obra, e vendeu mais de 100 milhões de discos. Ela também integra o seleto grupo de artistas indicados ao Emmy, Grammy, Oscar e Tony.
Uma lenda do country
Na década de 1970, após deixar The Porter Wagoner Show, Parton lançou “I Will Always Love You” como uma homenagem de despedida ao apresentador. A canção alcançou o topo das paradas country e consolidou seu nome no gênero. Ao todo, escreveu cerca de 3 mil músicas, interpretadas por ela e por artistas como Tina Turner e The White Stripes.
Parton também influenciou novas gerações, como Miley Cyrus, de quem foi madrinha. Em 2010, as duas cantaram juntas uma versão de “Jolene”, clássico de 1973 sobre ciúme e medo de perder o marido. A música ganhou releituras de Beyoncé, Olivia Newton-John e The White Stripes.
O legado de Parton rendeu a ela lugares nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll. “Dolly era agricultora, como o pai. Ele cultivava a terra; ela cultivava canções e felicidade”, disse Seaver no vídeo.