O El Niño está se intensificando e tem 97% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (10/9) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A agência também projeta 75% de chance de que o fenômeno alcance intensidade histórica entre outubro e dezembro de 2026, superando eventos anteriores registrados desde 1950.
No trimestre entre outubro e dezembro, as chances de um El Niño muito forte aumentam ainda mais, para 98%. O fenômeno deve começar a perder força apenas no início de 2027. Entre janeiro e março, as chances de haver muita intensidade caem para 39%.
Um dos principais sinais desse fortalecimento é o aumento da temperatura das águas do Pacífico equatorial, região onde o El Niño se forma. No leste do Pacífico equatorial, as águas estão mais de 3,0 °C acima da média. Outro sinal aparece abaixo da superfície do oceano: as águas subsuperficiais do Pacífico equatorial continuam significativamente mais quentes que o normal, com áreas que registram temperaturas superiores a 10°C acima da média em profundidade. Esse calor acumulado pode contribuir para manter ou intensificar o aquecimento da superfície nos próximos meses.
Além das temperaturas do oceano, a NOAA também observa mudanças nos ventos, na formação de nuvens e nas chuvas sobre o Pacífico, características associadas ao El Niño. A combinação desses sinais indica que o fenômeno continua ganhando força.
No Brasil, o El Niño causa mais chuvas no Sul do país e estiagem na região Norte e Nordeste, além de tempo mais quente no Sudeste e Centro-Oeste. A NOAA reforça que os impactos variam de acordo com a localização e que, quanto maior a intensidade do fenômeno, maiores as chances de condições climáticas associadas.