Estabilidade no preço do boi gordo: escalas de abate seguem lentas em todo o país

O mercado físico do boi gordo registrou um dia de estabilidade na maior parte do Brasil, apesar de algumas regiões terem voltado a negociar acima das referências médias nesta quinta-feira, segundo a consultoria Safras & Mercado. A semana foi marcada por negociações lentas e poucos avanços nas escalas de abate, que ainda se posicionam entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

“A evolução das escalas de abate e o ritmo semanal das exportações são variáveis essenciais para interpretar o andamento do mercado no curtíssimo prazo”, destacou Fernando Iglesias, analista da Safras.

Das 33 regiões acompanhadas pela Scot Consultoria, 23 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Houve aumentos no Triângulo Mineiro, norte de Minas Gerais, Goiânia (GO), Campo Grande (MS), norte de Mato Grosso, Marabá (PA), Paragominas (PA), sudeste de Rondônia e norte e sul de Tocantins.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 348 a arroba para pagamento a prazo. As cotações do “boi China” e da novilha também não mudaram. Já o preço da vaca subiu R$ 3, para R$ 320 a arroba. A alta da cotação da vaca e a firmeza das cotações do boi e da novilha foram sustentadas pela oferta contida, informou a Scot. Do lado da indústria, os negócios estavam sendo fechados para manter as escalas confortáveis, sem alongá-las demais.

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