O preço do etanol hidratado nos postos de São Paulo acumulou alta de 8,6% desde meados de agosto até o fim de outubro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O reajuste para o consumidor foi mais leve do que o registrado para as usinas, que tiveram alta de 37,6% no mesmo período.
— Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Enquanto os preços pagos pelas distribuidoras às usinas traçaram forte valorização nos últimos três meses, o repasse às bombas foi menor. Desde o menor valor do ano, em agosto, até a última semana de outubro, o litro do etanol passou de uma média de R$ 3,61 para R$ 3,92, o maior patamar desde a última semana de maio.
Antes disso, porém, a queda do preço do etanol também não foi totalmente repassada aos motoristas. De abril ao fim de julho, enquanto os preços recebidos pelas usinas paulistas caíram 29,2%, os preços pagos pelos motoristas recuaram 20,1%.
Apesar da elevação, o etanol hidratado continua oferecendo ampla vantagem econômica para os motoristas, ainda que menor do que em meados do ano. Na última semana, o litro do etanol era vendido a 62% do preço da gasolina, bem abaixo do patamar de 70%, no qual os dois combustíveis oferecem o mesmo rendimento considerando a média histórica da frota flex. Porém, considerando veículos mais novos, o nível de equivalência chega a 75%. Entre junho e julho, o preço do etanol chegou a ser vendido por 57% do preço da gasolina nos postos de São Paulo.