A ETG, empresa global de fertilizantes, anunciou nesta quinta-feira (2/7) a implantação de sua primeira planta industrial no Brasil. A unidade será instalada em Palmeirante (TO), dentro do Complexo Logístico da VLI, às margens do Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul.
Com investimento estimado em R$ 26 milhões, a unidade terá capacidade para produzir até 200 mil toneladas de fertilizantes por ano e capacidade de armazenagem de 45 mil toneladas de produto. As obras estão previstas para começar em agosto, e a operação deve ser iniciada em fevereiro de 2027.
O complexo receberá fertilizantes importados que chegam ao país pelo Porto de Itaqui (MA). Segundo a companhia, a unidade industrial terá como foco atender a região do Matopiba, que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
“Trazemos nosso modelo de negócio, líder de mercado na África, para o Brasil, reforçando nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos produtores e das regiões com maior potencial de crescimento. A parceria com a VLI no Tocantins nos proporciona uma plataforma logística eficiente e competitiva. Estaremos focados em auxiliar o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Tocantins e em todo o Matopiba”, afirmou Thiago Briso, diretor da ETG Brasil, em comunicado.
A unidade da ETG ficará próxima à unidade da Mosaic, instalada em 2025, que deve alcançar capacidade produtiva de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes por ano até 2027. Os investimentos do setor de fertilizantes na região refletem a instalação, em 2022, do corredor logístico pela VLI, com investimentos de cerca de R$ 400 milhões, realizados em conjunto com a Companhia Operadora do Itaqui (Copi). A estrutura conecta o porto maranhense ao Terminal Integrador Palmeirante (TIPA).
Desde que entrou em operação, a estrutura atraiu grandes players para as áreas adjacentes ao terminal da VLI, com investimentos que chegam a quase R$ 500 milhões. As composições que levam os insumos para fertilizantes do Porto de Itaqui até Palmeirante trafegam no chamado frete de retorno — vagões que inicialmente voltariam vazios de São Luís para captar grãos nos terminais tocantinenses da VLI seguem carregados de insumos.
“Ao conectar produção e mercado com eficiência, contribuímos para aumentar a competitividade dos nossos clientes e fomentar o desenvolvimento econômico local de forma sustentável”, afirmou Carolina Hernandez, diretora-executiva comercial, de projetos e planejamento estratégico da VLI.