O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou, na quarta-feira (15/7), a exclusão de alguns tipos de couro brasileiro da tarifa adicional de 25% sobre produtos do Brasil. A medida beneficia meias peles com área inferior a 2,6 metros quadrados nos estágios wet blue, crust e acabado, além de couro com pelo.
De acordo com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), a cadeia produtiva participou ativamente do processo para evitar a taxação extra. A mobilização incluiu consulta pública e ações nos Estados Unidos, em articulação com o governo federal, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e entidades do setor.
A justificativa do USTR é que esses materiais são insumos importantes para as indústrias norte-americanas, especialmente os segmentos automotivo, moveleiro e calçadista. Além disso, não existem fornecedores alternativos capazes de oferecer o mesmo volume e qualidade do couro brasileiro.
A decisão representa um alívio para o setor coureiro nacional, que tem nos EUA um dos principais mercados compradores. A isenção reconhece a relevância estratégica do insumo e a dependência da indústria americana em relação à matéria-prima brasileira.