O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26/08/2026) a ordem que suspende as tarifas sobre a importação de carne bovina magra (lean beef trimmings), tipo de proteína utilizado na produção de carne moída no país. A medida, publicada pela Casa Branca, terá validade de 90 dias e entra em vigor em 1º de setembro de 2026, permitindo a compra de até 100 mil toneladas por mês pelos americanos.
Na semana passada, Trump já havia sinalizado a intenção de suspender as taxas com o objetivo de reduzir os preços para os consumidores nos Estados Unidos. A decisão foi bem recebida por entidades do setor brasileiro, que veem uma oportunidade para as exportações nacionais.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que a iniciativa pode representar uma chance para o Brasil, embora outros países também possam se beneficiar. A entidade destacou que a própria regra estabelece que os produtos sejam vendidos no mercado americano a preços 25% inferiores aos atuais, o que limita ganhos imediatos de margem para a indústria.
Já a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) classificou a notícia como “muito aguardada” e disse que a suspensão ajudará a mitigar os efeitos do fim da cota da China para o Brasil pelos próximos três meses, gerando melhores condições de competitividade para a carne brasileira no mercado americano.
Por outro lado, a medida não agradou os produtores locais. A American Farm Bureau Federation pediu a Trump que reconsiderasse a suspensão, argumentando que o momento escolhido pode prejudicar pecuaristas que decidem se expandir ou não seus rebanhos, atualmente nos menores níveis em 75 anos.