Expocacau 2026: queda no preço do cacau deve reduzir faturamento, mas feira cresce em público e expositores

A forte queda nos preços do cacau desde a alta recorde registrada em 2024/25 deve comprometer o volume de negócios da segunda edição da Expocacau, realizada em Ilhéus, na Bahia. Apesar do cenário menos favorável, a feira registrou crescimento de 25% em público e expositores, com participantes de 11 países, consolidando-se como referência para a cadeia cacauicultora.

“O preço do cacau no ano passado era mais alto do que agora, o que reflete também num volume financeiro mais alto. Se a gente fizesse o mesmo volume de negócio que no ano passado, a gente já terá metade do faturamento. Então, de fato, acho que vai ter um impacto natural na geração de negócios porque o produtor está menos capitalizado para investir”, afirmou Guilherme Salata, coordenador do CocoaAction Brasil.

Na primeira edição, em 2025, a Expocacau gerou R$ 240 milhões em negócios. Desde então, o preço do cacau negociado na bolsa de Nova York caiu cerca de 25%, pressionado pela recuperação da oferta mundial e pela queda da demanda após o pico de US$ 8 mil por tonelada.

O clima, no entanto, é de otimismo. A feira recebe visitantes de 11 países, ante apenas três no ano passado, um movimento de internacionalização natural. “Não é nossa prioridade hoje internacionalizar o evento, mas eu acho que é um processo natural”, disse Pedro Ronca, diretor do CocoaAction Brasil. Segundo ele, a feira tem cumprido o papel de integrar os elos da cadeia e contribuir para o protagonismo do Brasil no mercado mundial de cacau.

“Mesmo com as dificuldades, o produtor está atento e buscando oportunidades”, completou Ronca.

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