O governo chinês informou nesta terça-feira (21/7) que as importações de carne bovina in natura do Brasil atingiram 80% da cota estabelecida para 2026, que é de 1,106 milhão de toneladas. Se o volume autorizado for ultrapassado, a exportação brasileira será sobretaxada em 55% a partir do terceiro dia.
De acordo com dados oficiais, entraram no país asiático 884,8 mil toneladas do produto desde janeiro. Até o fim de junho, o percentual era de 78,8%, com 872,2 mil toneladas importadas. A proximidade do limite acionou alerta no setor frigorífico.
Como estratégia para evitar a sobretaxa, os frigoríficos readequaram a produção, reduzindo o ritmo de abate, concedendo férias coletivas e realizando demissões. Novos embarques com destino à China foram interrompidos a partir de julho. A expectativa é que a produção focada no mercado chinês seja retomada apenas em outubro, para exportações a partir de meados de novembro. Assim, as cargas chegarão ao país asiático em janeiro de 2027, ocupando a cota do próximo ano.
A medida de salvaguarda imposta pela China visa proteger a indústria local, mas impacta diretamente o maior comprador de carne bovina brasileira. O Brasil é o principal fornecedor da proteína para o mercado chinês.